Tecpar já trabalha em parceria para desenvolver produto (14/5/2010)
O diretor-presidente da empresa canadense Prevtec Microbia, Michel Fortin, reuniu-se nesta quinta-feira (6) com o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Luiz Fernando de Oliveira Ribas. Seguindo determinação do governador Orlando Pessuti, eles trataram do desenvolvimento conjunto de uma vacina combinada para prevenção de infecções bacterianas em suínos. O primeiro passo será a implantação de um laboratório de diagnóstico de doenças em Cascavel e posteriormente haverá a implantação de uma unidade de produção da vacina suína no Tecpar.
Um acordo de cooperação assinado em 2005 entre as cidades de Cascavel, no Paraná, e Saint-Hyacinthe, em Quebec, a existência de um grande rebanho no Estado e a restrição que o mercado externo pode impor à carne suína devido ao uso de antibióticos para o combate da diarreia foram os pontos de partida para um convênio entre as instituições. "Acompanhei o governador Orlando Pessuti numa missão à Europa, no ano passado, e constatamos o problema. Por isso, esse projeto é prioritário para o governo", afirma Ribas.
O uso de antibióticos para tratar a diarreia suína traz outras consequências, como o aumento da resistência bacteriana, que acaba com a eficácia do medicamento, e a contaminação ambiental por metais pesados.
A empresa canadense já produz e comercializa uma vacina para a doença em suínos recém-nascidos, desde 2009. Segundo Fortin, outra vacina combinada para a diarreia em suínos adultos será desenvolvida em conjunto.
"Pretendemos fazer o registro e o início da produção ao mesmo tempo lá e aqui. O Brasil pode ser o primeiro país do mundo a receber essa vacina", declara Fortin. E, segundo o presidente do Tecpar, quando for registrada no Brasil, a vacina deverá levar o registro mútuo Tecpar/Prevtec.
A Prevtec Microbia é uma empresa de biotecnologia agroalimentar, especializada no desenvolvimento de tecnologias e produtos para saúde animal. As tecnologias desenvolvidas pela Prevtec são, principalmente, resultados das pesquisas realizadas no Laboratório de Referência para Escherichia coli da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Montréal (Québec/Canadá).
Atualmente, a empresa concentra sua investigação científica na prevenção e controle de infecções bacterianas e de outras doenças dos rebanhos, a fim de melhorar a saúde deles e o desempenho na produção de alimentos de origem animal, bem como de proporcionar mais segurança alimentar para os seres humanos.
A vacina Coliprotec é resultado de uma cultura pura de cepas avirulentas da bactéria Escherichia coli, que produz toxinas não patogênicas. Quando administrada a leitões, a bactéria se liga às células intestinais e desencadeia a resposta imunológica do animal, e os anticorpos rapidamente se multiplicam e evitam a colonização de bactérias patogênicas no intestino. Fornecida em embalagens multidose, a vacina pode ser diluída em água potável e administrada por via oral, eliminando o estresse causado aos animais pela aplicação de drogas injetáveis.