Tecpar participa da reunião do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia
18/12/2019 - 08:18

Governador Carlos Massa Ratinho Junior da posse aos novos conselheiros  do Conselho Paranaense de Ciência e tecnologia. Curitiba,17/12/2019 Foto:Jaelson Lucas / AEN
Governador Carlos Massa Ratinho Junior dá posse aos novos conselheiros do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia. Foto: Jaelson Lucas/AEN

O Governo do Estado tem como meta incentivar ainda mais a pesquisa aplicada nas universidades estaduais e no ecossistema de inovação em 2020. A afirmação foi feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na abertura da reunião do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT-PR), nesta terça-feira (17), no Palácio Iguaçu. Na ocasião, o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado, apresentou os projetos da empresa.

O CCT-PR delibera sobre o uso dos recursos do Fundo Paraná. O governador destacou que quer deixar como legado a aproximação do setor produtivo com as universidades e a administração pública, por meio de investimentos diretos e cooperação. Ele também ressaltou o objetivo de fazer do Paraná o Estado mais inovador do País. “Temos vocação, ambientes acadêmicos nas universidades estaduais, federais e privadas, um setor produtivo forte com investimentos em ciência e tecnologia, um cooperativismo que está na vanguarda da biomedicina animal, e aproximamos a tecnologia do poder público com o Governo 5.0”, afirmou Ratinho Junior.

“O grande norte é fazer com que entidades ligadas à ciência e tecnologia incentivem a pesquisa aplicada, aquela que pode ajudar as empresas a inovar, empreender, achar soluções para o mercado”, complementou o governador, que também é o presidente do CCT-PR.

Os setores ligados à área, segundo o governador, devem ajudar a impulsionar o desenvolvimento do Estado e as universidades devem pensar nas profissões do futuro e na nova cadeia tecnológica, com 5G, internet das coisas e inteligência artificial. “Estamos abertos a projetos inovadores e podemos ser indutores para que isso aconteça. Conseguimos pegar esse conceito de governo inovador e queremos consolidar o Paraná como polo tecnológico, logístico e como um grande produtor de alimentos para o mundo”, disse Ratinho Junior.

O diretor-presidente do Tecpar afirmou, durante a reunião, que os recursos recebidos pelo fundo permitem a reformulação da fábrica de vacina antirrábica, projetos de energias renováveis e biotecnologia, e antígenos de uso veterinário, além dos parques tecnológicos de Jacarezinho e Maringá.

Callado também ressaltou que o CCT-PR vai ajudar a gerar riquezas para o Paraná. “São recursos que incentivam o desenvolvimento de produtos, pesquisa, e que atraem empregos de alto impacto, ocupados por pessoas com muita capacitação, evitando a fuga de talentos do Estado”, salientou.

Aldo Bona, superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ressaltou que passam pelo setor questões essenciais do desenvolvimento do Estado. “Com o Conselho temos expectativa de avançar para melhorar a gestão e o foco do financiamento da política de Ciência e Tecnologia”, disse ele. “O desafio é trabalhar por um pensar diferente e um fazer diferente, unindo todas as áreas”.

INVESTIMENTOS – Durante a reunião, a Unidade Gestora do Fundo Paraná (UGF) apresentou o Relatório Operacional Parcial relativo ao exercício de 2019, e a previsão orçamentária para o próximo ano. Também foi anunciada a nova composição do Conselho e foram discutidas as áreas prioritárias de investimento.

Em 2019 a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio da UGF, administrou um orçamento de R$ 88 milhões até o início de dezembro. O valor foi investido em ciência, tecnologia, ensino superior, Fundação Araucária e Tecpar. A previsão orçamentária do Fundo Paraná para 2020 é de R$ 87,6 milhões seguindo a divisão de 40% para UFG, 40% para Fundação Araucária e 20% para o Tecpar.

APROXIMAÇÃO - O coordenador da UFG, Luiz Cesar Kawano, destacou diversos projetos que receberam investimentos nas áreas prioritárias neste ano e disse que eles já atenderam a determinação de aproximação entre o setor produtivo e a pesquisa.

“Temos 15 áreas prioritárias e enquadramos os projetos a partir de deliberações do Conselho e da extensão universitária. Muitos são oriundos das universidades, como reformas de laboratórios, compra de equipamentos e recursos para pesquisa e extensão para levar o conhecimento para a sociedade”, afirmou.

“Temos em paralelo a Lei de Inovação, que auxiliará a nortear as políticas públicas. Com apoio do Fundo Paraná conseguimos fazer essa interação do setor produtivo e da academia. O enfoque para 2020 deve ser em inovação, mostrar o conhecimento adquirido para auxiliar empreendedores e microempreendedores nos seus processos produtivos”, complementou Kawano.

O Fundo Paraná tem o CCT-PR como órgão de assessoramento superior, sendo responsável pela formulação e implementação da Política Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PDCT), parte integrante da política de desenvolvimento econômico e social do Estado.

Segundo a Constituição Estadual, 1,5% dos tributos estaduais devem ser aplicados no financiamento de pesquisas científicas e tecnológicas em instituições paranaenses, como o Tecpar, as universidades estaduais e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

A gestão dos recursos é de responsabilidade da Secretaria de Estado da Fazenda, por meio da Coordenação de Orçamento e Programação (COP), que responde pelo controle e ajustes necessários, visando ao cumprimento do percentual constitucional.

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